domingo, 9 de agosto de 2015

Cotidiana

Hoje é dia nove de agosto de 2015.

Comemora-se hoje o dia dos pais. Este dia como qualquer outro tem pouca importância para mim. Sou do tipo austero no que diz respeito a comemorações. Acredito em uma passagem com significados maiores que simplesmente seguir datas inseridas em nosso calendário para efeito de lembranças "comerciais".

Neste dia especialmente teria dois motivos para me render, estaria recebendo um pai especial junto a mim. E recebi no final do dia. Recebi um abraço caloroso e um beijo afetuoso como sempre recebi. Afinal de contas me orgulho de dizer aos amigos que ensinei ao meu filho a palavra "amo" quando ele mal pronunciava suas primeiras palavras.

Sabemos o que é compartilhar quando necessitamos fazer isto de fato e hoje compartilhei um sentimento profundo e denso que espero ainda e nutro em mim, seja apenas isto. Mas foi o bastante para mexer com fim de semana e de dia. 

Sinto-me sinto incapaz e sem ação como me senti na hora do abraço espontâneo do meu filho procurando amparo e apoio. 

Sempre desejei ser pai. Nutri isto desde tenra infância e ver meu filho sentir o pesar de uma possível perda trouxe em mim os sentimentos acima. 

Não fosse o tamanho, o teria pegado no colo como fiz várias vezes e o acalentaria e o protegeria. Parece que precisamos passar pelas coisas sempre para poder dizer sobre elas. Assim deve pensar e já pode dizer o meu pai que vai para os seus noventa e sete anos de vida e existência terrena.

Hoje vou dormir pensando o quanto somos frágeis na matéria, mesmo que saiba profundamente que aqui é uma passagem de aprendizagem e que nossa verdadeira vida não seja impregnada de dor, sofrimento e matéria.

Fico por aqui depois de muito tempo sem escrever. Grato por me permitirem dividir.

Fica ai mais um ato cotidiano.

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